5 dicas simples de sucesso na gestão de projetos

Gerir projetos é uma arte.

Por Joel Solon Farias Azevedo, diretor da ProValore

O problema

A grande maioria das organizações são hierárquicas e com estruturas verticalizadas e operacionais.

Consequentemente, insistem em tocar seus projetos com gerente com pouca autoridade ou com cargo acumulado e equipe formada a partir de critérios técnicos.
Pior ainda, muitas organizações ainda insistem em atribuir a gestão de projetos de forma cumulativa a gestores de processos super ocupados que, claro, privilegiam a rotina em detrimento da inovação e da mudança.

Sem o perfil gerencial e sem as competências adequadas, as equipes de projetos falham na comunicação, na integração e no direcionamento das ações e ajustes necessários à otimização das entregas e dos resultados.

Um gerente com perfil técnico falha na sua principal função de comunicação e negociação para priorização e otimização do escopo.
Costuma não ir além da coordenação das atividades, e costuma entregar somente o que foi definido anteriormente e normalmente com atraso.

Equipes excessivamente técnicas tendem a repetir apenas o que conhecem e percebem, desperdiçando oportunidades de inovação.

Prováveis soluções para o problema

  1. Seleção do gestor do projeto com perfil gerencial

A liderança é fator crítico de sucesso a qualquer projeto. Por liderança pressupomos a capacidade de comunicação e de negociação necessária ao entendimento dos resultados e benefícios a serem obtidos por meio do produto do projeto.
Na gestão, desde sempre, o conhecimento técnico foi suprido na assessoria, enquanto a capacidade de decisão sempre foi requisito principal para o líder.      

  • Seleção da equipe do projeto com perfil interdisciplinar

Pessoas muito parecidas tendem a pensar também de forma parecida e entrar em consenso facilmente, o que é um risco real.
Equipes multidisciplinares tendem a gerar mais alternativas e encontrar soluções mais criativas para problemas comuns em projetos.

  • Alocação exclusiva do gestor do projeto

Ter um gestor exclusivo para projeto e empoderado para negociar de igual para igual com fornecedores internos e externos faz toda a diferença.
Na cultura brasileira os gestores são avaliados pelos resultados dos processos pelos quais são responsáveis. Quando concordamos com a dupla alocação de um gestor de processos como gestor de projeto já entregamos a desculpa pronta para que o projeto não seja priorizado.

  • Alocação exclusiva de pelo menos parte da equipe

Alocação de recursos em vários projetos é um luxo de organizações maduras e projetizadas e com um escritório de projetos poderoso e capaz de gerenciar portfólios e carteiras para otimizar os recursos. É raro encontrar isto na organização brasileira.
Pelo menos parte da equipe precisa ter alocação exclusiva no projeto visando garantir o ritmo adequado na execução.

  • Reuniões de ponto de controle pelo menos a cada 15 dias

Métodos ágeis são interessantes quando bem combinados com a disciplina de planejamento e execução do PMBOK. Reuniões diárias da equipe para encaminhar soluções de problemas são úteis, quanto tem foco na integração e na comunicação.

O diferencial tanto para o planejamento, execução e gerenciamento de riscos com foco no aproveitamento de oportunidades é a reunião de ponto de controle, com os objetivos bem claros:

  1. Entrega das atividades do ciclo anterior para patrocinadores e clientes;
  2. Avaliação de cenários externos e internos e suas oportunidades de mudança por patrocinadores e clientes;
  3. Negociação e priorização das atividades do próximo ciclo;
  4. Negociação de recursos para o próximo ciclo;
  5. Facilitação e participação de patrocinadores e clientes com fornecedores internos e externos.

Cursos relacionados:
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Gestão da Mudança
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Gestão de Indicadores – KPIs
Design Thinking
Gerenciamento de Projetos
Escritório de Projetos – PMO
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Escritório de Processos – BPMO
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